Rapel: Conheça seus Conectores (Mosquetões)

March 8, 2017

         

 

 

         Os conectores, mais conhecidos como Mosquetões, são dispositivos que servem para conectar dois pontos com segurança, por meio de um anel metálico. Este anel possui um gatilho, que pode conter trava ou não, dependendo da sua funcionalidade. Devido ao seu vasto emprego, os mosquetões são largamente exigidos nas técnicas verticais, e por isso, torna-se importante que o praticante de Rapel possa conhecer um pouco mais sobre estes dispositivos.

          Não vamos descrever todos os dados técnicos, mas elucidar alguns fatores essenciais para que não haja dúvida na hora de escolher o conector correto para cada objetivo, baseado em dados técnicos de empresas do ramo e a ABNT NBR 15837:2010, que rege sobre os conectores em EPIs contra queda de altura.

 

Partes de um Mosquetão

 

 

Quanto ao Material

 

 

 

Aço: Os Mosquetões de aço são bastante resistentes, possuindo em média uma carga de ruptura de 7.000kg, sendo ideais para ancoragens ou posicionamento permanente. Mas não é por serem bem resistentes que podem ser utilizados em larga escala; por serem pesados, não são recomendados para utilização individual no Rapel, já que este fator influencia diretamente no conforto e manuseio do descensor.

 

 

 

 

 

Duralumínio, Liga de alumínio ou Zicral: Muito mais leves que os conectores de aço, estes possuem em sua composição 88% de alumínio, 6% de zinco, 4% de magnésio e 2% de cobre, e uma resistência específica média de 2.200kg. São ideais para utilização individual e em procedimentos rápidos , como em sistemas de debreagem ou confecção de corrimão. Sobre resistência a quedas e tudo mais, falaremos em outro post, o qual abordará testes de queda e resistência dos materiais metálicos. Mas para situar o leitor, o manual da Ultra Safe para Conectores, a exemplo, recomenda que mosquetões não devem cair a uma altura acima de 1,50m inclusive, para que não haja risco de formação de microfissuras internas.

 

 

Quanto ao Formato

 

 

HMS

          Mosquetões muito utilizados em trabalhos com corda, para confecção de nós e sistemas de debreagem, a exemplo. Fáceis de manusear, seu formato arredondado também chamado como "Pêra" favorecem a utilização direta dos nós, como o UIAA (ou Dinâmico) , que necessita de "espaço" para que corram quando solicitados. Para o rapel, são os mais indicados, como facilitadores em diversas situações.

 

"D" Assimétrico

          São os conectores em formato "D", porém com uma assimetria transversal bem aparente. São ideais para conexões do descensor com sistemas de frenagem, ou utilização de conexão entre dois pontos fixos. Porém, não aceitam tão bem os nós como os mosquetões HMS, devido ao Topo (parte superior do conector) ser irregular nas extremidades, o que dificulta o nó correr. 

 

"D" Simétrico

         Conectores em formato "D" com simetria transversal. São utilizados principalmente em conexão de pontos que necessitem estar estáveis, como as ancoragens a exemplo. Independente de quais sejam as extremidades ligadas, o mosquetão irá adaptar-se perfeitamente na fixação através de suas concavidades.

 

Oval

         Mosquetões recomendados para diversas funcionalidades, sendo mais frequentes nos sistemas de ancoragem e situações de resgate. Adaptam-se facilmente, porém não possuem uma "especificidade" de utilização, ou seja, por serem de formato "comum", não possuem facilidades em trabalhos com corda específicos.

 

 

Quanto ao Travamento do Gatilho

 

 

 

          

          Falando de Rapel, recomenda-se que não se utilizem mosquetões sem rosca, já que todas as utilizações exigem controle de abertura (ancoragens, utilização individual, dentre outros), principalmente quando se está executando a descida, já que o segurança da via estará ABAIXO DO DESCENSOR, e uma queda de equipamento pode causar incidentes ou acidentes. Mosquetões com rosca e automáticos possuem um controle de abertura, e por isso, são os recomendados para os praticantes de Rapel. Por possuírem peças móveis, lembre-se de checar o estado, mantê-los em boas condições e lubrificados, para que sua vida útil seja mantida (alguns fabricantes definem 5 anos a partir da data de fabricação, outros classificam como indeterminada).

 

 

          Existem ainda muitas outras curiosidades sobre conectores, como: A queda influencia na resistência específica? Tracionamento transversal do mosquetão é prejudicial? Qual a carga necessária para iniciar uma deformação plástica? 

 

Todas estas perguntas serão respondidas, mediante alguns estudos existentes, em um futuro post.

 

 

 

Fique ligado, e nos acompanhe!

A busca pelo conhecimento é eterna!

 

Referências

 

*Manual Ultra Safe para Conectores

*Manual Safetec para Conectores

*Manual Conquista para Conectores

*ABNT NBR 15837/2010

*site http://blackdiamondequipment.com/en/experience-story?q=carabiners%20labs&format=landing&cid=qc-lab-choosing-the-right-tool-for-the-job--carabiners

 

 

 

 

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