As Causas dos Acidentes no Rapel

February 2, 2017

 

 

 

              Nos dias de hoje vemos um crescimento estrondoso do Rapel como prática desportiva e recreativa em toda parte do Brasil. Juntamente, cresce o número de registros de acidentes decorrentes da atividade, o que preocupa não só aqueles que já possuem uma grande "bagagem", mas também aos que desejam experimentar a prática pela primeira vez, e se sentem inseguros diante de tantos tristes cenários.

               Pois bem. Este artigo vem para tentar esclarecer algumas dúvidas que surgem, bem como dar subsídios aos iniciantes para que possam observar os grupos existentes e guias, e possibilitar selecionar os que realmente levam a sério o fator SEGURANÇA.

                Na maior parte das vezes, os acidentes nas técnicas verticais ocorrem por falha humana. Isto se dá principalmente pelo fato de a maioria dos materiais para a atividade serem bastante resistentes a ruptura, como por exemplo a corda de Rapel, que mediante testes de várias marcas demonstram resistências acima de 3000 kg. Isto nos mostra um fator fundamental: a UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS APROPRIADOS PARA A ATIVIDADE, já que foram projetados para resistirem à altas cargas, impossibilitando por si só romperem com nosso peso na via. Por isso, não se preocupe em suas descidas de Rapel quanto ao material; estes não quebrarão ou se romperão facilmente (****levando-se em conta que a forma de conservação dos materiais se procede corretamente****), e lembre-se de checar se o grupo que está o guiando possui os materiais corretos.

                Assim sendo, vamos abordar o fator humano. Inúmeros casos vêm ocorrendo, com os mais variados desfechos, e isto tem chamado a atenção; pessoas presas pelo freio, outras sofrendo quedas por utilizar erroneamente o material; lesões por não estar utilizando equipamentos essenciais de segurança; ferimentos por mal ajuste do material; dentre muitos outros casos. Para facilitar, elenquei 3 FATORES FUNDAMENTAIS para melhor compreensão, e que possam facilitar a memorização: são os 3 "i" do acidente nas técnicas verticais: IMPERÍCIA, IMPRUDÊNCIA e IRRESPONSABILIDADE.

 

 

 

                 

 

IMPERÍCIA: Quando o indivíduo não possui habilidade para a prática.

Muitos acidentes ocorrem por "aventureiros", que tentam aprender com a prática, ou por meio das redes sociais. Isto põe em risco todos os participantes, já que todos ali estão sendo cobaias  de procedimentos não treinados, o que potencializa o risco de graves acidentes. Sabe-se que não existem cursos de Rapel esportivo ainda homologados pela CBME, porém muitos profissionais e experientes na área oferecem cursos em seus grupos bastante eficientes e técnicos, que possibilitam capacitar pessoas a praticarem o rapel seguro.

 

 

IMPRUDÊNCIA: Quando o indivíduo peca nos procedimentos de segurança.

Outro fator responsável por muitos casos é a imprudência. A falta de atenção e a distração levam ao responsável pela atividade a não observância de itens importantes, como ajustes de material, mosquetões abertos, falta de capacetes, e outros pequenos fatores que podem se transformar em grandes transtornos ao praticante.

 

 



IRRESPONSABILIDADE: Quando o indivíduo sabe dos riscos, e mesmo assim prossegue no erro.

Este é, com certeza, o campeão de acidentes. Por diversas justificativas, muitos optam por "atalhos" e acabam prejudicando a si e a terceiros. Uma selfie, uma foto diferente, uma maior economia na compra de material apropriado, tudo se torna uma escolha de risco, e que na maioria das vezes culmina em mal resultado. Por isso, antes de inventar novas tendências, analise o perigo envolvido e, caso haja alguma possibilidade, evite proceder. A atividade pode ser interrompida por uma simples tentativa. 

 

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