Nó: A Base para um Rapel Seguro

November 21, 2016

 

         Para se realizar um rapel seguro são necessários alguns procedimentos importantes; um deles consiste na confecção correta dos nós utilizados. A primeira vista, fazer um nó parece ser muito fácil (o que realmente é...). Entretanto, detalhes essenciais neste procedimento podem transformar a tarefa fácil em uma complicação, que pode levar a possíveis incidentes ou acidentes. Pois bem, para sanar algumas dúvidas, vou rapidamente falar sobre os principais aspectos na confecção de nós, que irão te ajudar daqui para frente.

        Primeiramente, cada nó possui uma Finalidade, bem como a correta utilização em determinadas cordas. Existem nós para soltura rápida, nós de junção, nós de ancoragem, dentre outros, e cada um destes possuem características especiais (a exemplo: resistência específica). Por isso, um outro nó que não seja de junção pode ser inviável para unir cordas, pois podem correr e desatarem por si só.

        Outro aspecto é a Resistência Específica. Um nó, quando confeccionado em uma corda, gera nesta uma perda de resistência, que pode chegar, no caso de um boca de lobo por exemplo, a aproximadamente 60%. Tal fato nos leva a tomar alguns cuidados, como saber o nó certo a ser utilizado em determinadas situações. Em destaque, os nós de ancoragem possuem uma grande vantagem de preservar a resistência na corda, o que favorece a segurança na ancoragem de Rapel. Para saber as resistências específicas de cada nó, a internet possui muitos estudos realizados por diversos órgãos, como testes da CMC Rescue (além disso, estarei postando futuramente os nós de maior utilização, com suas respectivas resistências).

          Finalizando, gostaria de demonstrar uma regra que eu mesmo criei e sigo, com fatores básicos para se chegar a uma confecção perfeita dos nós: A REGRA DOS TRIPLO A

 

 

 

ACABAMENTO

 

 

Primeiro fator importante a ser destacado, o acabamento do nó determina sua funcionalidade e definição. A importância de se atentar para um acabamento perfeito consiste em não deixar o nó "morder" em locais errados, ou seja, tensionar em pontos onde não se deveria existir pressão; desta forma, um nó pode ficar muito apertado, ou gerar queda na resistência específica da corda acima do esperado.

 

 

Ajustagem

 

 

O ajuste correto garante a segurança do nó em não desatar. Um nó bem ajustado passa confiança ao utilizador, bem como mostra possíveis pontos onde o desenho possa estar errado. Portanto, ao ajustar um nó, observe ao final se os pontos de tensão estão corretos, e o nó não apresenta pontos "encavalados". A exemplo, temos ao lado um nó Oito com alça dupla, bem ajustado.

 

 

        

          

 

 

Arremate

 

 

Um dos primeiros princípios que aprendi em nós e voltas consiste no arremate do nó. Aprendi que: TODO NÓ, EXCETO O NÓ DE FITA, É ARREMATADO COM PESCADOR DUPLO. Isto se dá para que o nó não corra, especialmente em nós que sua ajustagem não se configura com facilidade (nó mola, a exemplo). Entretanto, os nós utilizados em ancoragens, como o oito, sete, butterfly, etc., quando bem ajustados, possuem grande segurança, não necessitando de arremate. Tal análise merece destaque para estudos futuros sobre se realmente faz-se necessário o arremate em todos os nós. Por enquanto, seguiremos o princípio vigente.

 

 

 

 

 

               Encerrando nosso post, vale frisar que ainda existe muito o que se falar dos nós. Busque conhecimento, pois somente assim poderemos adequar  procedimentos e tornar cada vez mais eficaz nossa atividade.

 

       QUE SE MULTIPLIQUEM AS DESCIDAS !    

 

 

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